
Ser humano, triste passarinho.
Na gaiola do seu tempo,
contempla a liberdade passar.
Passa nas horas vazias,
passa os sonho e a fantasia.
Passa na pressa do dia,
passa a inspiração e a poesia.
Passa a infância perdida,
a lembrança esquecida,
imaginação que desaprendeu a voar.
Passa na agenda corrida,
no sentir sem acolhida.
Passa num fugaz passar.
Triste homem passarinho,
Na gaiola de sua liberdade,
Assiste o tempo deixar a vida passar.
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Meu amigo poeta, pois é bem do tempo moderno, quem sabe ao certo o que é liberdade?
ResponderExcluirLindo poema de versos comparativos,pois queríamos ser como passarinhos,mas como nem esses voam livres que dirá nós, seres humanos presos de todos os jeitos?
"...Triste homem passarinho..."
Abraços meu amigo poeta querido!
O pior, é que nós mesmos inventamos e reinventamos nossas próprias gaiolas. Insensata humanidade.
ExcluirUm abração.
Lindo seu poema amigo! O tempo urge, precisamos aprender a nos libertar das amarras que nós mesmos nos impusemos e que nos fez perder de nós mesmos, pela correria do tempo...
ResponderExcluirBeijos,
Valéria
A chave de tudo está em cada um de nós. Temos preferido nos trancafiar nas ilusões. Obrigado Valéria.
ExcluirUm abração.
Olá meu querido amigo!
ResponderExcluirMuito emocionante seu poema, enquanto ia lendo fui refletindo sobre minha própria vida e pude ver como tens razão... Difícil alguém que seja realmente livre nos dias de hoje e seu texto é um retrato desta realidade.
Além das amarras espontâneas da vida que às vezes nos aprisionam, acabamos criando mais e mais gaiolas para nós mesmos. Levamos pelo ritmo frenético que nós mesmos nos impomos, acabamos perdendo a noção do que nos cerca.
Ótima reflexão para todos nós, e como você disse no comentário, a chave para mudanças está em nós :)
Grande abraço e que sua semana seja ótima!
Por mais paradoxal que pareça, fazemos da liberdade um cativeiro. Vivemos criando gaiolas de ilusão, incoerência, desvalor, ambição, vazio, vicio... ...
ExcluirObrigado Samanta.
Um abração. Boa semana para ti também.
Antonio,simplesmente lindo seu poema!Quantas vezes nos engaiolamos em coisas sem nenhuma importancia!bjs e meu carinho,
ResponderExcluirDe fato, vivemos nos aprisionando em fantasias, miragens, fugazes ilusões.
ExcluirObrigado Anne.
Um abração.
Que lindo Antonio
ResponderExcluirTambém acho que o homem é passarinho que desaprendeu a voar.
Beijos
Ani
"desaprendeu a voar", criou gaiolas e se trancou dentro.
ExcluirObrigado Ani. Um abração.
https://poemasdaminhalma.blogspot.pt/
ResponderExcluirOlá caro António, obrigada pela sua atenção referente à minha cirurgia.
Realmente estou em recuperação e tenho abusado bastante... o que está a trazer-me alguns dissabores.
Mas a tentação poética e os amigos e ainda algo mais, que não consigo abdicar enfim, confio em Deus.
António, gostei imenso dessa linda poesia... só não pensei que o homem um dia deixaria de voar.
Sabe-se lá porquê? Talvez o tempo e a voz do pensamento.
Maravilhoso poema que convida à reflexão.
Beijo de paz e bem.
Luisa Fernandes
O ser humano se autossabota, manieta-se, estagna em seus complexos que o impedem de voar.
ExcluirUm abraço e uma boa semana.