
A vida passa,
e nós,
passageiros desse expresso,
partilhamos destino incerto.
A passagem não indica a estação do tempo,
não revela o dia,
omite a hora.
Pode ser mais tarde;
Paisagens “voam” nas janelas:
Os jardins da infância,
os parques juvenis,
primaveras e verões;
plena maturidade.
Outonos e invernos;
crepúsculo da idade.
Nos trilhos;
ficam as folhinhas desfolhadas,
amarfanhados calendários;
vividos,
amarelecidos,
idos.
Lugares vagos nos vagões,
trazem lembranças e saudades,
memórias de quem antes desembarcou.
Mas cada parada não é final de linha;
É transbordo do existir.
Outro e mais outros trens nos aguardam para seguir,
chegadas e partidas confundem pontos de vista.
Assim.
Vamos nessa viagem sem fim:
Evolução!
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Que linda analogia, a vida é mesmo assim, um ir e vir sem fim, amei ler amigo poeta Antonio, quanta beleza na composição dos versos!
ResponderExcluirAbraços bem apertados!
A vida é essa viagem sem fim que transcende as estações, nos conduzindo à infinita evolução.
ExcluirUm abração. Obrigado por tão gentil comentário.
No transbordo do existir, nosso vagão desliza quase vazio deixando na vida total fertilidade. Metáforas provocadoras! Instigantes! Feliz sua produção!
ResponderExcluirAbraço