
Morreu entre os trilhos,
interrompeu o fluxo,
atrapalhou o trem.
Era apenas um morto,
era só mais um corpo.
Já não era alguém,
era agora ninguém;
o trem pode passar!
Passa por cima
do detalhe estendido no trilho.
Pouco importa,
O tráfego não pode parar!
Morreu na hora errada,
ainda mais errado o lugar;
um estorvo no meio dos trilhos,
o trem precisa passar,
a composição não pode esperar.
Um corpo,
um morto,
um ex- alguém.
“empresa que administra a rede ferroviária do Rio de Janeiro, admitiu, em nota, que autorizou o maquinista a passar com o trem por cima de um corpo, que estava nos trilhos. Um homem havia sido atropelado por um trem e seu corpo ainda estava no local”.
Dê uma espiadinha em nossas postagens mais recentes: